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Palavra de Bailarina

Para além de dançar o Mundo, gosto de escrevê-lo

Qua | 04.09.13

Pigmeu das tias

Há uns anos atrás éramos um grupo de Hip Hop, a sede MGBOOS existente na nossa santa terra :P E apesar das discussões parvinhas típicas de um grupo constituído apenas por raparigas a tentar constantemente encontrar a sintonia, e apesar de sermos todas de idades diferentes e de personalidades totalmente divergentes, éramos um verdadeiro grupo. Tornámo-nos amigas, acima de tudo. E essa amizade nunca deixou de existir mesmo depois de o grupo terminar. Mesmo em estabelecimentos de ensino ou em trabalhos totalmente diferentes, em caminhos totalmente opostos, nunca deixámos de nos encontrar, de marcar cafezinhos, de sair, de falar..
Um dia a nossa "MG" mais velha disse-nos que ia ser mamã. Ficámos todas histéricas de felicidade! Eu bem rezei para sair uma mini bailarina, mas saiu um rapagão de olhos azuis lindos, lindos, lindos :')
É tão estranho como o tempo passa tão rápido e as coisas mudam...
Depois de tantos anos a sermos só nós a ir beber café à noite, de repente vimo-nos a tomar o pequeno-almoço com um carequinha a espernear no carrinho :') Passámos de crianças/meninas a mulheres... E a nossa Rita passou de mulher a mulher-mamã! Nós sabemos que ela não é nada dada a lamechices, mas como já referi via facebook, eu cá estou super orgulhosa dela (e tenho a certeza que as restantes "tias" também).

Oh Deus, chegou oficialmente a fase da minha vida em que começo a ver os meus amigos a casar, a ir viver com os namorados, a ter filhos, a terminar o curso, a trabalhar...
Eu que desconfio que sofro de "Síndrome de Peter Pan" acho toda uma piada a isto por um lado... mas por outro sei que está quase a chegar a minha vez de fazer o mesmo... e apesar de isso para mim ser um sonho que sempre tive, acho que vou ser aquele tipo de raparigas que, tenha a idade que tiver, vai sempre achar estranho estar a passar por essas experiências, como se nunca tivesse deixado de ser aquela criança que apenas sonhava com isso e via esse futuro tão pouco palpável quanto aquelas histórias dos contos-de-fadas que nós, bem no nosso interior, sabemos que não acontecem.



Pequeno T com uma das tias babadas