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Palavra de Bailarina

Para além de dançar o Mundo, gosto de escrevê-lo

Ter | 14.03.17

Aos meus ex amores - PALAVRAS DANÇADAS #2

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Há uns dias atrás perguntaram-me se, uma vez que agora estou noiva, teria alguma coisa a dizer aos meus ex amores. Respondi imediatamente que sim, que tinha algo a dizer: “Obrigado”.

Obrigado?

Sim. “Obrigado”. A todos eles (que, sinceramente, não foram assim tantos), desde os da infância até aos últimos, antes de encontrar o Homem da minha vida.

Com eles aprendi que olhar nos olhos é mais difícil do que parece. E há que aprender a fazê-lo para deixarmos a nossa alma ser vista. Obrigado.

Aprendi que valorizar-me como mulher não é faltar-lhes ao respeito. E que, se gostarem realmente de nós, não sentem receio por terem ao seu lado uma mulher confiante… Sentem orgulho. Muito obrigado!

Com eles, aprendi que o poder das palavras é enorme, mas que o das ações não tem medida possível. E por isso, obrigado.

Graças a eles, aprendi o significado da confiança… mas mais depressa aprendi a desconfiar. Só voltei a confiar quando tive 300% de certeza que o podia fazer. Obrigado.

Com eles aprendi que nem sempre somos compatíveis com as pessoas que nos rodeiam, mas que o respeito é essencial. E tem de ser mútuo. Obrigado.

Aprendi que não podemos mudar os outros. E muito menos esperar que os outros nos possam mudar. Nem podemos querer que o façam. Afinal, quem melhor que nós para sermos… nós? Com os nossos defeitos e qualidades, somos quem somos para quem nos merecer. Por isto, obrigado.

Com eles aprendi que existe uma ténue linha que separa a saudade da necessidade de termos alguém por perto. E essa necessidade é perigosa. E traiçoeira. Já sei distinguir. Muito obrigado.

Aprendi que se alguém nos obriga a admitir que estamos errados mas nunca faz o mesmo, não merece a nossa atenção e muito menos viver por perto para nos ver errar e acertar. E por isso, obrigado.

Aprendi que um beijo na testa significa mais do que qualquer outro, e que um abraço pode gritar mais alto que a nossa própria voz. A eles, obrigado.

Aprendi que verter lágrimas no ombro de uma amiga até adormecermos de cansaço não é fraqueza… é o coração a dizer que “está na hora de partir e parar de insistir”. E que o que vem depois não será o fim do mundo. Obrigado.

Aprendi que “lutar por amor” não é o mesmo que “fazer de tudo para nos amem”. E que jamais devemos permitir ser segundas escolhas ou prémios de consolação. Se o somos é porque queremos, e se eles o permitem não são a pessoa certa para nós. Mil obrigados.

Nem tudo foram rosas e nem tudo foram espinhos. Mas tudo se resumiu aprendizagens constantes. Umas mais fáceis que outras… Umas guardadas com carinho e outras guardadas com rancor (sim, rancor. Para quê negar que esse sentimento feio existe?).

Mas tudo com um último propósito: o de olhar para o amor perfeito e reconhecê-lo.

Meus ex amores, muito obrigado.

 

Autora: Palavra de Bailarina by Joana Duarte

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