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Palavra de Bailarina

Para além de dançar o Mundo, gosto de escrevê-lo

Qua | 05.02.14

I'm alive (for now)

E pronto, menos um dente. Faltam mais três (sejamos positivos, o quarto não existe). Os meus nervos.. ai gente, os nervos deram cabo de mim, de tal maneira que ainda me doi os braços, as costas e as pernas, com tanta tensão acumulada. 

Já faz umas horas que o tirei. Começou por três anestesias que me custaram mais do que o restante processo. Agulhas enormes, que senti entrarem-me bem no fundo da alma e que me fizeram trepar a cadeira. Felizmente, potentes de tal maneira que passado um minuto não sentia a cara, inclusive o nariz e o olho esquerdo.

O processo foi rápido, ainda que para mim tenha parecido uma eternidade. E só demorou mais porque, como disse a dentista, "tinha este dente quase na testa". Muito para cima, bem junto a todo um maxilar. Arrepiei-me toda quando ela teve de me andar a partir osso aos bocadinhos para tirar o filhadamãe que estava lá escondido lá para o meio, mas não senti nada a não ser a pressão que ela exercía para o retirar.

A partir daí foi um instante. Quando me colocou os pontos, eu já só queria sair dali, mas ela não me deixou. Não sei se tinha a cara assim tão pálida quanto isso, mas o que é certo é que me enfiaram logo gelo na bochecha e mandaram-me ficar encostada mas sem fechar os olhos. Como referi, já só queria sair dali, e portanto mesmo que estivesse a morrer, foi em segundos que me enfiei na rua.

Passei a primeira meia hora agoniada, sem falar. Depois, la comecei a comunicar mais ou menos. Assim que o efeito da anestesia começou a passar, enfiei logo a droga mais potente que já podiam ter inventado como analgésico. Comi um gelado, ainda que sem conseguir abrir a boca mais do que uns milímetros, e até ver, custa-me engolir, custa-me falar, custa-me sorrir, mas não sinto dores nos dentes. Apenas me sinto como se tivesse levado um murro bem assente no focinho (bem vistas as coisas, o dente também tinha saído bem assim, doía o mesmo e saía mais barato).

Se continuar assim, é chato... mas ao mesmo tempo uma recuperação santa, segundo consta de todas as pessoas que passaram por isto e me detalharam a sua experiência. Infelizmente, acho que amanhã devo andar a trepar paredes. Mas não vamos agoirar.

 

 

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