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Palavra de Bailarina

Para além de dançar o Mundo, gosto de escrevê-lo

Ter | 01.08.17

Cinco situações irritantes e/ou embaraçosas na piscina

Quem não adora ir à piscina durante o Verão? Mesmo quando não há possibilidade de se ter uma em casa (tipo, 90% das pessoas, arrisco-me a afirmar), as piscinas públicas fazem-nos as delícias de dias com amigos, com a família ou até mesmo sozinhos, para relaxar.

Acontece que, como em tudo na vida, há situações irritantes ou até mesmo embaraçosas a que nos sujeitamos quando nos encontramos num sítio destes. Já me aconteceu a mim ou a conhecidos cada um destes pontos que irei referir abaixo. Será que conseguem identificar-se com algum deles?

1 - A molha involuntária.

Estarmos a tentar entrar "de mansinho na água" (traduza-se, ainda temos apenas água pelos pés ou, na loucura, pelo joelho), e uma criancinha engraçada (poderei estar também a referir-me a adultos idiotas) resolve fazer uma bomba (ou um mergulho mal feito) mesmo, mesmo, mesmooooo ao nosso lado. Resultado: ficamos imediatamente (e involuntariamente) molhados, cheios de frio, sem vontade de entrar na água e com desejos um tanto ou quanto homicidas (por exemplo, imaginar o engraçadinho da bomba a tentar fazer o mesmo numa piscina que afinal não tem água... ou imaginá-lo a escorregar antes de conseguir chegar lá dentro. Só coisas bonitas.)

 

2 - O desfile dos pinguins.

Enquanto estamos descontraídos na nossa toalha/espreguiçadeira ou dentro de água está tudo muito bem. Mas o desfile de ida e volta entre esses dois postos é sempre composto por uma cambada de pinguins e "ais-uis". Isto porque esse caminho é, a maior parte das vezes, de uma pedra que eu gostava de saber quem escolheu para um espaço daqueles (que magoa os pés descalços como o caraças), ou feito daqueles azulejos que nos fazem sentir que afinal enganámo-nos no caminho e fomos parar à pista do gelo: escorregadio até mais não. O resultado são pessoas a tentarem ser cuidadosas e subtis, o que creio que quando estamos em trajes menores, funciona sempre com uma elevada taxa de insucesso. Passinhos pequenos, passinhos apressados, passinhos lentos mas com os pés quase colados... e juntamente com este "pinguin walk" é ver mamas a dançar a lambada nos biquínis da moda, banhas a saltar por todos os lados, corcundas nas costas como se o ato de as curvarmos nos amparasse uma possível queda, e braços ao lado do corpo, abertos em demasia ou colados ao tronco a tentar manter o equilíbrio do resto. Uma animação. 

 

3 - A cueca pesada.

E quando resolvemos que sair da água pela escada é para os fracos e subimos à força de braço pela borda? É de uma proesa sem explicação, principalmente porque temos as mãos demasiado ocupadas a amparar a subida e não temos nada para amparar a cueca do biquini que desliza cu abaixo com o rego a fazer "cucu" aos restantes nadadores. O que é que se faz? Sobe-se mais depressa, ampara-se a cueca só depois de nos encontrarmos fora da água e rezamos para que ninguém tenha visto o "mealheiro". É toda uma classe.

 

4 - As pessoas sem noção.

Há vários tipos de "sem noção" sobre os quais poderia falar aqui. Aliás, dava quase para um livro: 

» Os sem noção de espaço: os desconhecidos que se deitam literalmente ao nosso lado na toalha (só falta a conchinha);

» Os sem noção da pontaria: conseguem sempre fazer uma "bomba" para dentro de água tendo como amparo da queda a nossa pessoa. É todo um abalroar com ciência;

» Os sem noção do barulho: os que estão com um pequeno grupo mas falam como se estivessem a discursar para todas as pessoas que se encontram num raio de 30 km's. Tenho cá pra mim que fazem falta no mercado do Bolhão;

» Os sem noção de civismo: que fumam, e fumam e continuam a fumar encostadinhos na espreguiçadeira, de olho fechado, sem ver que o fumo está a ir diretamente para a narina de outra pessoa;

... and on, and on, and on

 

5 - O nadador salvador adormecido ou engatatão.

E quando existem crianças descontroladas a entrar-sair-saltar-correr na piscina, ou algum idiota está a agarrar na namorada que tem frio para a empurrar para dentro de água sob o risco de se espetarem os dois no chão, ou quando estão a acontecer mil coisas que, de acordo com as regras, são proibidas...onde está o nadador salvador? A mandar o seu charme às polacas que acabaram de chegar, claro; Ou a olhar discretamente (pensa ele) para o telemóvel. Ou a tombar a cabeça, adormecido, por detrás dos seus óculos bem escuros. Já dizia o outro que o ofício mais difícil de dominar é o de não fazer nada.

 

Lembram-se de mais alguma situação irritante ou embaraçosa que aconteça nas piscinas? Partilhem nos comentários :) 

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