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Palavra de Bailarina

Para além de dançar o Mundo, gosto de escrevê-lo

Dom | 06.09.15

O circo está montado

O que aprendi com esta "moda" da solidariedade para com os refugiados foi:

 - Que há dois lados (e ambos têm nomes à altura) : Os hipócritas e os egoístas.

- Que eu faço parte dos egoístas, porque sou da opinião de que este país tem tantas condições para receber mais malta como eu tenho condições de parir um elefante pelo cu (desculpem-me a comparação);

- Que outros fazem parte dos hipócritas porque opinam de que a nossa desgraça em nada se pode comparar à desgraça deles e que por isso somos obrigados a pôr a nossa desgraça de lado para amparar a deles;

- Que os egoístas têm a fama de não querer ajudar o próximo;

- Que os hipócritas têm a fama de só querer ajudar agora, que as redes sociais decidiram bombardear-nos com moralismos;

- Que os egoístas não estão a par das suas obrigações enquanto cidadãos;

- Que os hipócritas estão tão a par, que farão de tudo para desejar as boas-vindas a estas pobres vidas e farão de tudo para as ajudar.

- Que os egoístas acham que os hipócritas são na sua grande maioria pessoas que vivem bem e que têm à sua volta quem vive bem ou de forma razoável... pessoas que não tiveram dificuldade em arranjar trabalho e que secalhar não têm a visão de Portugal na actualidade tão actualizada quanto deviam.

- Que os hipócritas acham que os egoístas são, na sua grande maioria, uns ressabiados e ignorantes que não sabem analisar questões de cariz político e económico;

- Que entre hipócritas e egoístas, a lacuna nos skills de interpretação são graves e podem ferir susceptibilidades;

 

(E de um modo mais pessoal, também tirei outra pequenina conclusão):

- Que as teclas do computador/telemóvel são usadas de forma ardente muito mais depressa para vir criticar e contrariar a opinião do outro, do que para parabenizar ou congratular.

 

Volto a repetir que sou dos egoístas. E que a minha opinião não muda. E que daqui a um ano falamos (todo o latim que eu poderia ter usado para "defender a minha tese" já o gastei via facebook, infelizmente.) Cansei. Deixo-vos com um artigo de quem, a meu ver, sabe o que diz. À falta de credibilidade nas minhas teorías, aí têm (já disse que é feio substimar alguém só porque é da área da Dança e não de outra área intelectual qualquer, mas posso lá eu mudar mentalidades) 

"As lágrimas de crocodilo"