Estou sentado neste café tão típico dos subúrbios de uma cidade, sozinho na esplanada em pleno inverno. E saliento a palavra "sozinho" porque, de facto, só os loucos ficam aqui fora a bafejar as mãos para as manter aquecidas, enquanto se encolhem de frio frente a uma chávena de café ou chá. Mas eu gosto desta sensação. Gosto de sentir o inverno no seu todo, gosto de lhe fazer frente. Há tanta beleza no sentimento acolhedor com que nos presenteia... e as luzes de natal, ainda a (...)
Levante o braço a mulher que não anda a vaguear os seus olhinhos pelas montras e pelas lojas online com mais frequência por estas alturas. Levantaste o braço? Parabéns, fazes parte de uma minoria na qual gostava de estar. Mas não resisto. As montras e os sites são ainda mais apelativos quando começa a entrar em jogo o tema "natal". O que vale é que o meu lado consumista ainda não me dá para esvaziar (muito) a carteira. Maaaas.... sonhar (e olhar) ainda não paga imposto. (...)
Consta que hoje é o "dia mais triste do ano", por diversas razões que, na minha opinião, são generalizadas e ligeiramente ridículas.
No entanto, o meu acabou por sê-lo.
O meu irmão está doente. Algo que parecia fácil de curar, está a desidratá-lo e a fazê-lo perder demasiados kilos em poucos dias.
Não suporto vê-lo assim. Sinto-me impotente, e tento manter a postura porque o que não se precisa neste momento é de um ataque de ansiedade por parte de terceiros. Escrevo a (...)
Há lugares que nos marcam. Há lugares que choramos, ao deixar. Há lugares que nos fazem pensar "caramba, é aqui que pertenço!" e que têm tudo a ver connosco. Há lugares que, por mais vezes que visitemos, sentimos a necessidade de voltar. Há lugares mágicos. O meu é o mais cliché de todos, mas eu e o meu síndrome de Peter Pan sabemos bem que nos sentimos no nosso Mundo, na Disneyland. Senti isso com 10 anos e senti isso com 22. Nem mesmo a baixa temperatura, o nevoeiro e a (...)
Quando lá estive, era Natal. Achei tudo tão mágico que prometi que, quando lá voltasse, seria pela mesma altura do ano. Bem dito, bem feito. Para resumir Paris: inspiradora. Nem mesmo o frio e a chuva pára aquele lugar, a sua agitação, a sua elegância, a sua essência. Em 4 dias, tive de (re)ver o essencial, e acho que o fiz com sucesso, em excelente companhia. Continuo sem grande tempo e/ou inspiração para escrever uma descrição abismal sobre a estadia e (...)